Gravadoras e as novas-novas tecnologias musicais

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Jovens, em post recente do blog, a respeito de novos canais para conhecer bandas e artistas (leia AQUI), comentei sobre como as gravadoras iriam aos poucos perder seu poder de controlar ao que nós, consumidores, temos acesso, graças aos efeitos das inovações tecnológicas no setor.

Contudo, como tudo na vida, o processo não é tão simples. A matéria que sugiro a vocês a seguir, da Forbes Brasil, mostra como as grandes gravadoras estão adotando novas estratégias para manterem as receitas com novas formas de se consumir música. A ideia do post anterior continua valendo, pois a internet e as tecnologias anexas continuam disseminando e descentralizando os canais de distribuição que chegam até o consumidor final, mas, agora, diferentemente do Napster e de outras formas de consumo sem pagamento pelo produto, os novos canais geram receita (YouTube, Spotify, etc.). É interessante conhecer como as grandes gravadoras, vilãs de outrora, estão se adaptando para não ficarem de fora da fe$ta.

Não surpreendentemente, os artistas continuam se queixando de que recebem uma parcela injustamente pequena do bolo na hora de repartir o dinheiro. A tecnologia, aparentemente, ainda não alterou velhos hábitos.

Matéria da Forbes AQUI.

Boa leitura!

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Violão para crianças: qual comprar?

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AVISO:  o autor não se compromete com compras realizadas com base neste post! A ideia aqui é auxiliar quem não sabe por onde começar ao comprar um violão infantil, mas a decisão final sobre uma eventual compra é de sua inteira responsabilidade.

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“Qual violão comprar para crianças?” Meus caros, essa pergunta me atormentou por alguns anos, mas aparentemente encontrei algumas soluções razoáveis.

O problema ao escolher violões infantis sempre foi a baixíssima qualidade dos instrumentos disponíveis no mercado. Muitos vinham mal regulados, até mesmo com o braço já empenado, com oitavas desafinadas (o que torna impossível manter a afinação ao longo da escala) ou com péssimo acabamento – já vi um com trastes mal lixados, o que pode inclusive ferir a mão de uma criança. Enfim, a solução sempre era escolher o “menos pior” e torcer para o tempo passar depressa, para então o aluno ter condições de tocar num violão tradicional, tendo, assim, acesso a instrumentos de qualidade.

Na última semana, fui atrás de um violão para uma priminha de 4 anos e decidi dar uma pesquisada no que havia de opções atualmente. Nessa busca, encontrei três modelos interessantes, que combinam boa qualidade (bem regulados, bem afinados e com bom acabamento) e um preço razoável. Não considero o preço que paguei excepcional, mas, como as opções mais baratas eram instrumentos horrorosos, o custo benefício acabou compensando.

Os modelos são Rozini Baby Di Giorgio Piccolo (comentarei também sobre o Shelby a seguir). Acabei optando pelo Rozini, pois os exemplares que testei na loja eram ligeiramente superiores aos da Di Giorgio e estavam com um preço melhor. Mas isso não quer dizer que o Rozini Baby será sempre superior. É comum que a qualidade dos exemplares de um mesmo modelo variem bastante, então é sempre bom você fazer a comparação pessoalmente. Caso você não saiba avaliar um violão ainda, leve alguém que o saiba para evitar arrependimentos futuros.
Existe ainda o violão infantil da marca Shelby, da qual nunca tinha ouvido falar, e que era razoável. Um pouco mais baratos que os dois citados acima, mas ainda assim um violão bem regulado e afinado, apesar de ter um acabamento mais com cara de “violão de brinquedo” que os outros. Aí é questão de gosto!

Aqui em São Paulo, na Rua Teodoro Sampaio, foi difícil encontrar esses violões nas lojas. Como esta rua é um dos principais pontos de concentração de lojas de instrumentos musicais do país, dá para imaginar que será complicado encontrá-los por aí, mas eu afirmo que a busca será recompensada – criança nenhuma merece tocar nos violões de outras marcas que eu vi por lá, todos horrorosos. Menção especial ao violão da série Tagima Kids: absolutamente horrorosos. Completamente desafinados. Uma pena que a Tagima, empresa que fabrica guitarras muito legais, tenha tamanho descuido com a própria marca, ao colocar no mercado um instrumento de tão baixa qualidade. Lamentável!

Ah! E o preço? No Rozini Baby paguei R$ 450,00 à vista (compra feita em novembro/2015). Foi barato? Honestamente, há violões para crianças a partir de R$ 100,00. A diferença é que todos os mais baratos eram péssimos instrumentos (exceção feita ao Shelby), logo, no fim das contas saiu por um bom custo/benefício.
Em outra loja da mesma rua, o Di Giorgio Piccolo estava saindo por mais de R$ 500,00, mas era, também, um bom violão. O Shelby infantil estava por volta de R$360,00. Talvez este seja a melhor opção para quem está com a grana curta.

Algumas observações, antes de encerrar:

  • na internet você acha os mesmos modelos por preços mais baixos, mas eu não recomendo comprar instrumentos musicais pela internet, sem experimentar o exemplar que você irá levar para casa! Como dito acima, instrumentos de fábrica oscilam muito em qualidade, ainda que dentro do mesmo modelo, então é bom testar pessoalmente.
  • não tenho nenhum vínculo com as marcas citadas, estou comentando sobre os violões acima por julgar que atendem aos objetivos a que se propõem. Também não tenho nada contra a Tagima, que faz ótimas guitarras; apenas acho um tiro no pé uma marca já consolidada no mercado oferecer um produto tão ruim como os da linha Kids.
    O wordpress, que abriga este blog, publica propagandas em algumas páginas, mas eu não tenho controle sobre quais anúncios aparecem, e nem recebo nada por isso. Se você vir algum anúncio de violões aqui no blog, saiba que eu não endosso nenhum deles a priori. É apenas uma concessão que devo fazer ao wordpress por usar o espaço “gratuito” deste blog.
  • é muito provável que algum luthier faça, artesanalmente, violões infantis de qualidade superior aos dois que citei aqui. Contudo, é provável que o preço fique bem acima também, além de envolver, geralmente, tempo de espera após a encomenda. A sugestão aqui é para quem não conhece nada do mercado e procura uma solução simples e rápida. Se você tem uma indicação diferente, coloque nos comentários ou me mande por e-mail.
  • não é raro que as fábricas de instrumentos mudem o nome dos modelos, então verifique se os que sugeri aqui ainda existem, ou se as marcas alteraram a nomenclatura.
  • obviamente, não me comprometo com exemplares ruins colocados no mercado. Esse post é apenas uma ajuda, uma sugestão para que as pessoas tenham um ponto de partida e de referência ao comprar violões infantis. REPETINDO: caso você siga as sugestões acima, você o fez por sua conta e risco!

 

Canais do YouTube para conhecer novos artistas e bandas

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EDITADO (27/nov/2015): navegando pela internet, encontrei em outro blog uma postagem (anterior à minha) com o mesmo objetivo desta – canais para conhecer bandas novas. Por coincidência, 2 dos canais que citei foram também recomendados por lá – o que mostra que eles são bons mesmo!
Então, se o assunto lhe interessa, vale muito a pena ler também:
http://blog.youcom.com.br/youcom-2/8-canais-pra-encontrar-a-sua-proxima-banda-do/

A internet é linda. Aliás, o avanço tecnológico, quando usado para fins pacíficos, é lindo. Quando “fins pacíficos” significa criar e compartilhar música com o mundo, então, a lindeza não tem fim.

A inovação tecnológica teve efeito enorme na área musical nas últimas duas décadas – ao ponto de o setor tornar-se um exemplo clássico do efeito disruptivo de novas tecnologias, como o download e o compartilhamento de músicas pela web .

Na produção, o avanço tecnológico, somado à consequente redução dos preços de equipamentos de gravação/instrumentos, permitiu a artistas de fora da chamada “indústria musical” gravarem e criarem material com qualidade técnica quase tão boa quanto a das grandes gravadoras. Exemplo extremo disso é o rapper que gravou escondido um disco dentro de uma loja da Apple. Se foi jogada de marketing ou não, o fato é que hoje essa possibilidade existe, e isso é fantástico.

Na distribuição, a revolução é imensurável. Antigamente, o consumidor tinha acesso a artistas que haviam passado por uma série de filtros prévios, como o das gravadoras – elas ouviam uma série de artistas “desconhecidos” e, de certa forma, decidiam quem se tornaria “conhecido”.
Como esse setor era concentrado em poucas empresas, cada uma delas detinha um poder enorme de decidir o que seria ouvido ou não. Com a internet, o hábito de consumo musical das pessoas mudou bastante, e uma série de mecanismos de distribuição de músicas foram criados em paralelo aos tradicionais, que eram dominados pelas grandes gravadoras. Vários são os exemplos: MySpace, Kazaa, Napster, Spotify, SoundCloud, YouTube e até mesmo o Facebook.
Ainda que cada um desses novos mecanismos de distribuição tenha sua própria lógica e filtro, essa pulverização da distribuição de música por vários canais aumentou a probabilidade de você, consumidor, dar de cara com um artista novo. Isso muda tudo!
É necessário ter consciência de que cada plataforma dessas determina uma parcela das probabilidades desse “encontro”. O processo não é 100% aleatório: você assiste a um vídeo de sua banda favorita no YouTube e, automaticamente, surge uma banda que você não conhece nos vídeos “relacionados”. Aquilo não é feito ao acaso, já que os algoritmos do site comparam os dados de consumo que você deixou anteriormente, suas “pegadas virtuais”, com os dados de pessoas parecidas com você e arriscam: “acho que essa pessoa vai gostar dessa banda, afinal, pessoas parecidas com ela também gostam”.
É uma forma de controlar a aleatoriedade do processo, o que é positivo por um lado, já que a chance de você encontrar algo que lhe agrade aumenta, mas, por outro, tem o aspecto negativo de dificultar o acesso ao “novo”, como aquele estilo musical ao qual você nunca teve acesso e que, de repente, poderia ser do seu agrado.
Eu já comprei CDs de bandas desconhecidas para mim porque, ao zapear pelas lojas físicas de antigamente, uma capa bonita me chamou a atenção, fui ouvir um pouco na própria loja e acabei curtindo e levando para casa. Esse tipo de “acidente” é mais raro de acontecer na web, pois nela estamos sujeitos à ditadura dos algoritmos. Contudo, é possível argumentar que, nas lojas de discos, os CDs já estavam dispostos de forma a ficarem próximos de seus “semelhantes”. Ou seja, não havia algoritmos, mas havia o funcionário que organizava os produtos e restringia, de alguma forma, as “possibilidades de encontro”.

Ainda assim, a tal pulverização do poder de definir o que será ou não ouvido é muito salutar, e um dos locais onde ela se manifesta mais claramente é no YouTube. É sobre isso que vim falar!
Existem milhares de canais interessantes no YouTube que se dedicam a divulgar bandas novas ou ainda não muito conhecidas. Alguns mesclam artistas consagrados com gente iniciando a carreira, outros mesclam uma infinidade de estilos musicais, alguns focam em determinadas vertentes. Enfim, há opções para todos os gostos.

Vou recomendar alguns dos canais que acompanho, mas essa postagem está longe de esgotar o assunto. Caso você tenha alguma recomendação de canal do YouTube ou de outra plataforma, escreva nos comentários. Se você tiver alguma ideia a acrescentar ao tema abordado aqui, escreva nos comentários. Se você quiser declarar seu amor a algo ou alguém, escreva nos comentários. Tudo liberado!

Sofar Sounds
Canal que reúne artistas diversos, em shows intimistas realizados ao redor do mundo. MUITA coisa boa!
Link do Canal

KEXP
Rádio de Seattle que compartilha performances de artistas diversos em seu estúdio ou em shows maiores. Conheci através de um grande amigo, que me indicou o show da banda Lucius no canal. Viciei!
Link do Canal

O show da banda Lucius. Você PRECISA conhecer.

NPR Music
A National Public Radio tem uma série fantástica chamada “Tiny Desk Concerts”. Muita coisa legal por ali, incluindo artistas conhecidos, como Adele, e gente nova. Música clássica, música étnica, rock’n’roll…de tudo um pouco.
Link do Canal

Esse sujeito CANTA: